quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O DESGOVERNO QUE SE ASSEGURA PELA FORÇA


NOTA DE APOIO A LUTA DO CPERS SINDICATO DO RS

As marcas que delineiam a trajetória do Governo Yeda são de ineficiência na gestão do Estado, desmonte dos serviços públicos, arbitrariedade e autoritarismo através do poder de polícia, além de diversos escândalos, denúncias de corrupção que envolvem a governadora e diversos componentes do governo gaúcho. A realidade é que vimos aumenta,nos últimos anos, a intolerância do estado aos movimentos e a substituição dos espaços de participação popular pelos mecanismos de repressão, transformando o que é reivindicação de direitos em delito de opinião.
Esse governo, que já é reincidente na criminalização dos movimentos sociais, protagonizou mais um incidente de radicalização da violência institucional. Uma manifestação em frente à tão comentada "casa da governadora" culminou com a maior demonstração de força num estado policialesco: a prisão da líder do CPERS (Entidade dos Professores do estado que convocava a manifestação), Rejane Oliveira. Uma demonstração da conduta do atual governo diante dos movimentos sociais e de todos aqueles que contrariem ou ameacem seus interesses.
Com isso, a Governadora Yeda mostra a que veio, e utiliza-se de todos os meios possíveis para tentar assegurar a manutenção de um projeto político nefasto para o RS, de subserviência aos grandes grupos econômicos, condenando os gaúchos ao retrocesso e à arbitrariedade. Projeto de desmonte do estado e beneficiamento de parceiros políticos, que ora delatam supostas irregularidades, ora surgem em supostos esquemas ditos ímprobos.

Preocupa-nos a usurpação daquilo que que o povo gaúcho conquistou ao longo dos tempos: um ambiente de democracia, de participação, de livre manifestação, onde, reconhecidamente, havia espaço para a manifestação e a disputa democrática de projetos sobre os rumos do estado. Isso foi substituído por uma realidade de violência e repressão.
Nosso compromisso com a democracia nos faz solidarizar com a companheira Rejane, que, nesse episódio, foi alvo da força do autoritarismo: que nunca nos falte capacidade de indignação frente às injustiças e que nunca nos faltem sujeitos(as) de coragem para fazer a resistência, e dizer, já que eles não entenderam ainda, que não vão nos calar, nem pela força!
Repudiamos a forma como o Governo Yeda vem tratando as educadoras e educadores neste Estado.

A Marcha Mundial das Mulheres do RS apóia e se soma a luta das trabalhadoras e trabalhadores da educação do Rio Grande do Sul. A violência patrocinada pelo Governo Yeda, seja na educação, seja na repressão aos movimentos sociais organizados, seja no desmonte generalizado das funções do estado, tornam nítido o papel que seu governo deseja cumprir. E é por esta razão que a Marcha Mundial das Mulheres se posiciona contra estas arbitrariedades, pois é no combate a violência em todas as suas formas que acreditamos ser possível construir um Estado democrático, justo e livre de desigualdades.
Seguiremos sempre marchando, ao lado de todas e todos que pretendem livrar a sociedade da submissão, enquanto houver violência, arbitrariedade e afronta a democracia.
A luta do Cpers é também nossa!

Mulheres em Movimento Mudam o Mundo
Marcha Mundial das Mulheres do RS

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